E chegamos ao final dessa empreitada.
Hora de recolher os pedaços,
juntá-los e, em 3D, o painel se tornará completo
para vermos e sentirmos o que ali se formou.
:"Tão bom morrer de amor e continuar vivendo."
(Mário Quintana)
Essa é nossa proposta para o mês de Julho, no dia 15 costumeiro... Que tal entrar no equilibrio da barca, que já está em alto mar e galgarmos distanciamento da estreiteza do nosso coração...alçar vôo alto, como a águia e galgarmos alturas nos limiares do Amor MAIOR???"
Assim disse Rute nessa chamada, para a última postagem dessa Blogagem Coletiva do Amor aos Pedaços. Tentarei, no juntar dos pedaços, esboçar minhas idéias meus sentimentos.
Ah, linda fase a do encantamento! O amor veio de forma avassaladora. Atrás da foto foi sacramentado: "Zezé, com a mais elevada das paixões e o mais sublime dos amores". Assim eram os sentimentos naquela época. Havia pureza. Uma aura de sacralidade envolvia esse sentimento; respeito, delicadezas, cavalheirismo faziam do amor o sentimento mais sublime. Resistir, quem há de?
E o meu lindo amor nascia, com fé inabalável. Tomou posse em absoluto, em 13 de junho de 1963.
Meus olhos se fecharam, ouvidos ensurdeceram, coração acelerou. Era ele, só nele e para ele que eu viveria daí para frente; nada mais sem ele.
Um belo dia o desencanto apareceu porque todo amor também passa por percalços, rupturas dolorosas, incertezas, indecisões. E é por essa senda que ele vai sendo forjado, lapidado como o ouro, que para se tornar puro, é submetido às mais altas temperaturas no cadinho, fazendo a pureza do metal emergir. Passa pelo fogo até derreter para se tornar metal puríssimo. Se ele, o amor, é real, puro e verdadeiro ele se refaz. É cíclico, é caminhada e aprendizado onde o emocional vai se equilibrando. É o equilíbrio rondando, tentando se assentar e fazer morada em meio a tantos questionamentos. Há esperança e ela é força motriz que impera gerando mais fé, criando mais raízes ativando cérebro e todos os sentidos para edificá-lo soberano sobre a rocha. Hora chegada de olhar e ver sua tenda ampliada. O coração, lugar do amor, se expande porque a busca nos leva ao AMOR MAIOR. À medida que se caminha, a sacralidade do amor nos impulsiona para o amadurecimento espiritual. Quando ambos chegam juntos ao pé da Cruz, então não há mais o que temer; o amor vira consagração, louvor. Digo isso porque fui muito abençoada e poupada enquanto vivi este amor. Não houve tempestades, tormentas na minha vida amorosa. Vida normalíssima. Conheci só o Tony, fui só dele, fidelíssima. Dizem que num relacionamento há os que de fato amam e os que somente deixam-se amar. Falo de mim, da capacidade que há em mim de amar, de sentir o amor.
"Ainda juntos, buscamos Deus de fato.
E agora, meu caro, eu entendo: o que é de Deus vai para
Deus, mas Ele manda de volta
toda a necessidade suprida, só Nele.
E digo, toda mesmo!
Hoje me entrego com disponibilidade total ao AMOR
MAIOR,
por isso não enlouqueci sem Tony.
Minha imensa saudade!"
Foi muito bom estar com vocês, meninas!
E querem saber?
Tratem de bolar uma outra, tá?
O meu obrigada recheado de beijos e abraços!
Fiquem bem, com Deus!
Finalizo cantando ... feliz:
Não dá mais pra voltar,
o barco está em alto mar
Não dá mais pra negar
O mar é Deus e o barco sou eu
E o vento forte que me leva pra frente
é o amor de Deus
Não dá nem mais pra ver
o porto que era seguro
Eu sou impulsionado
a desbravar um novo mundo.
(Nelsinho Corrêa - CD Não dá mais pra voltar)
Fiquem bem, com Deus!
Finalizo cantando ... feliz:
Não dá mais pra voltar,
o barco está em alto mar
Não dá mais pra negar
O mar é Deus e o barco sou eu
E o vento forte que me leva pra frente
é o amor de Deus
Não dá nem mais pra ver
o porto que era seguro
Eu sou impulsionado
a desbravar um novo mundo.
(Nelsinho Corrêa - CD Não dá mais pra voltar)

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