Há muito deixei a menininha que hoje só figura na parede
com laço de fita nos cabelos, pensando sei lá o quê.
Lá também estão outras fotos que fortalecem
o vínculo com minha própria história e que
geram forte sensação de pertencimento,
força emocional, garra e graça,
como Milton, diz na canção sobre as Marias
Há muito a mesma, no entanto outra, mas
que conseguiu realizar os sonhos de formatura,
do amor incrível e casamento, filhos e netos.
Nas paredes do corredor, uma conta toda a minha história,
na outra a história do meu incrível amor, que já se foi.
Hoje, a pele perdeu o viço, o corpo a elasticidade,
dores pra todo lado, mas não a alegria da vida.
Sei que ainda sou a mesma, no entanto outra.
Maria Luiza
2 comentários:
Que lindo post,Maria Luiza. Escreveste com o coração na ponta dos dedos. Adorei e que amor as fotos. Realmente somos outras, envelhecemos, mas sempre temos as lembranças e vivências guardadas! ADOREI!
beijos praianos, chica
Boa noite de Paz, querida amiga Maria Luiza!
Você continua a mesma menina faceira.
O corpo nosso envelhece só por fora.
As dores fisicas são minimizadas pelas dores da alma que são maiores, muitas vezes, querida.
Lindo post de autorretrato!
Tenha dias abençoados!
Beijinhos fraternos
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