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sexta-feira, outubro 08, 2010

PORQUE O MUNDO É COR ...

Desde a sua construção, ao abrir a porta da minha cozinha que leva ao quintal, deparava ora, com imenso céu azul, ora negra tempestade desenhando riscos de relâmpagos, ora noites estreladas ou  aquela lua cheia belíssima. Por longos 24 anos minha casa reinou soberana, com terrenos vazios em ambos os lados A paisagem sempre ali estava. Ano passado, infelizmente perdi toda essa visão, pois uma parede colou na minha. E ela subiu, subiu. Que triste! Agora tento deixar o espaço alegre. Colori a portinha da casinha que era do gás, pedi ao Google uma frase linda sobre cor e a primeira foi a que escrevi, com caneta permanente que diz: "Porque o mundo é cor, porque as cores são a Vida do Mundo". Esta frase é do blog da Ondina Matos, de Portugal. Tenho entrado em contato com ela para pedir autorização da frase, mas ela não respondeu a nenhum e-mail. Só me aceitou no Facebook e permanece até hoje em silêncio. Que pena! Os vasinhos estão lá provisoriamente, pois quero por um maior com flores. A tinta permanente da cor vermelha escorreu com a forte chuva, mas vou melhorar. Assim está! A parede daquela casa já não me sufoca ... tanto... Ai!  Que saudades do meu horizonte livre!

terça-feira, setembro 28, 2010

BURACO NA CALÇADA ... PÉ DE MELANCIA ....


A melancia
Buraco na calçada? Pé de melancia? Bem, na calçada da minha casa havia uma árvore imensa, mas com as raízes tão imensas também que foi necessário retirá-la para que ela não causasse mais danos aos pedestres, ao meu jardim e a casa. A prefeitura fez o serviço e o meu coração sangrou. E como sangrou! O buraco ficou tão grande e o preço para fechar o dito cujo, maior ainda. Fiquei então, pesquisando e não arredaria o pé para fechá-lo, enquanto não encontrasse um preço bom. Enquanto eu aguardava outros orçamentos, eis que nasce um pé de melancia. E eu exultei de alegria. Todos os dias, infalivelmente, lá estava eu visitando o pezinho lindo que crescia muito. Vieram fortíssimas chuvas com medonhas enxurradas, mas ele continuava lá. Com alegria, vi flores nele e depois a melanciazinha que brotava lindamente e foram duas. O capim e outros matos também cresceram ao redor e eu todos os dias, procurava esconder a melancia com eles. E ela crescendo e na caixinha do correio a carta da Prefeitura ameaçando multar-me se eu não fechasse o buraco. Não tive dúvidas, tirei uma foto para valer o meu argumento, caso fosse multada. E era verdadeiro, pois assim que vi o tal pé de melancia, dei por encerrada a busca de melhores preços, pois não queria vê-lo  arrancado, assim como a árvore o fôra. Mesmo sabendo que a melancia iria perder para um ( a) malfeitor e preparando meu coração para uma manhã, não vê-las mais, doeu muito quando vi o pé vazio. Elas já estava tão grandinhas que se faziam necessárias as duas mãos para pegá-las. Valeu toda a alegria que elas me proporcionaram. Valeu! Não fui multada e não encontrei um preço bom para fechar o buraco. Quando isto aconteceu eu não tinha blog e hoje buscando fotos no meu orkut eu a vi e senti vontade de publicá-la. Me aguardem, pois minha próxima postagem será um maravilhoso sorvete de melancia.

sábado, maio 29, 2010

" É PRECISO RITOS!"

"O termo Rito tem vários sentidos. Rito é totalmente diferente que rituais. Muitas pessoas acham que essas duas palavras vêm do mesmo significado, mas rito e rituais têm significados diferentes. No sentido mais geral, é uma sucessão de palavras, gestos e atos que, repetida, compõe uma cerimônia (religiosa, na maior parte das vezes)." São várias explicações, mas tudo isso chamou-me a atenção quando eu via o vídeo do "Pequeno Príncipe." No momento do diálogo em que a raposa discorria sobre a amizade ela disse uma frase que tocou-me muito forte: "É PRECISO RITOS." Sim, acredito que é preciso ritos em tudo que se há de fazer, principalmente nas pequeninas coisas. Rito envolve disciplina. Disciplina é o que está faltando na humanidade ultimamente, causando essa tal correria, essa falta de tempo. Se ritualizássemos, faríamos mais mil coisas. Alguns até diriam...se agendássemos. Mas não teria a mesma cor. Ritualizar: há algo que sagrado, sobrepõe mecanicidade, rotina. Ritualizar é aspergir sacralidade no trabalho e em tudo o que se vai executar para não ficar massante, rotineiro, pesaroso infrutífero. Se eu ritualizo? Morro de inveja de quem o faz. Tenho um fogão novo e estou tentando ritualizar para conseguí-lo sempre limpo, mesmo após ter feito uma refeição. Caramba! Como é difícil!  Os ritos da minha igreja católica me emocionam profundamente, dado a sua sacralidade que advém de todo um clima, se for solene então, há incenso, paramentos ricamente bordados, cânticos e tudo com propósito. Deus nesses momentos recebe toda a glória e honra que ele merece. Moisés e Davi guardavam a arca na tenda, Salomão construiu o mais lindo tabernáculo e tudo mergulhado em ritos, porque Yaveh era o tudo. No Japão, há ritos até para o chá. A própria postura corporal deles já é um rito. Há reverência. Eles são os primeiros, podemos dizer, em tecnologia, mas conservam os conhecimentos recebidos nesta questão. Há muito tempo, quando eu era mocinha, lia muitos romances de uma escritora americana que escrevia sobre os costumes da China e do Japão. Eu era apaixonada por estas leituras, pelas descrições dos costumes e tomei conhecimento. Dias atrás, lembrei-me do nome dela. Neste momento que eu preciso, não consigo. Tudo bem. Se eu me lembrar virei aqui rapidinho e o anotarei. Há que se ter ritos. Há que se criar ritos, só ssim haverá mais encanto no viver. Lembrei o nome da escritora que me fascinava: PEARL S. BUCK

Pearl S. Buck (1892-1973) Nobel em 1938, Pearl Comfort Sydenstricker nasceu na mansão rural de sua avó na Virgínia Ocidental, EUA, filha de missionários presbiterianos radicados na China. Passou a infância entre camponeses de Chinkiang, falando o chinês. Aprendeu inglês com professora. De 1910 em diante, fez nos EUA o secundário e Filosofia no Colégio Feminino Randolph-Macon, em Lynchburg, Virginia, onde lecionou Psicologia. De volta à China, em 1917 casou com o missionário John Lossing Buck. A filha Carol nasceu deficiente mental; por isso, e para extrair seu útero com câncer, Pearl voltou aos EUA. Aluna da Universidade Cornell e professora da Universidade de Nanquim, publicou seus primeiros textos sobre as mulheres chinesas. Em 1930, saiu seu primeiro romance, "Vento Leste, Vento Oeste". Já próspera, se divorciou em 1935 e casou com seu editor, Richard Walsh, indo morar numa mansão rural na Pennsilvânia. Ali criou seis filhos adotivos e escreveu mais de cem livros, como "Boa Terra" e "Pavilhão de Mulheres". -- por Renato Pompeu.

domingo, maio 02, 2010

DAS COISAS QUE ESCREVI E QUE ESTÃO POR AÍ... 3

PARA UM AMIGO, PE. RONALDO

Assim como o girassol precisa
 estar permanentemente voltado
 para o sol e nós sempre voltados
 para o divino Sol- Cristo,
que você, nesta Páscoa, como nosso pastor,
reflita intensamente a luz
do divino Sol- Cristo sobre nós,
   sua comunidade.

(Cartão de Páscoa,escrito por volta de 95 ou 96,
sem muita certeza)

DAS COISAS QUE ESCREVI E QUE ESTÃO POR AÍ... 2

  PARA MEU QUERIDO AMIGO - MONSENHOR ORIVALDO

"Sede sempre assim"...
    Páscoa viva
       na vida dos que o cercam
                 como AQUELE...

                        "Sede sempre assim"...
                              Páscoa viva quando
                                proclama,conclama e ama
                                             como AQUELE...

"Sede sempre assim"...
    Páscoa viva quando
        invade, ocupa, incomoda, dilacera
            e se derrama em ternuras
                 como AQUELE...

                                       "Sede sempre assim"...
                                           Páscoa viva, acolhedora
                                               ouvindo, sorrindo, amando
                                                        como AQUELE...
"Sede sempre assim"...
    Porque Páscoa viva na vida 
                 do outro é o que você faz para
                        AQUELE, no outro.
(Escrito por volta de 1995 ou 1996)            
    
            

DAS COISAS QUE ESCREVI E QUE ESTÃO POR AÍ - 1



                            UM MURO

EM MAIO
UM MURO
IMÓVEL
IMOLA
EM ÍMOLA
O MAIOR
                                  A CENA 
                                  EMUDECE...
                                  CALA E CHORA

                                                       MUDA O GRITO
                                                       MOVE O CHORO
                                                       MORRE O SONHO...
                                
                                 A CENA CESSA
                                SAI DE CENA
                                      SENNA
                                SAI DO SONHO
                                      CHORO...


MARIA LUIZA SAES DE REZENDE
ESCRITO EM 01/05/1994, PARA MEUS ALUNOS

quarta-feira, abril 28, 2010

DAS COISAS QUE ALARGAM MINHA ALMA: AINDA SOBRE O PASTOR E SUAS OVELHAS



 Setenta, oitenta, noventa e nove... só uma não vinha, aquela ovelhinha, a número cem... Assim começa uma música do Pe. Antônio Maria para relatar a parábola da "Ovelha Perdida" e assim, nasce também a minha paixão por ela. Essa paixão veio, há muito tempo atrás, quando eu ainda lecionava, através de um livrinho das Edições Paulinas chamado "Eliseu e suas ovelhas". Era um livrinho lindo e as ilustrações eram apaixonantes. Ele falava de Eliseu, um pastor zelozo e muito apaixonado por suas ovelhas. Contava que logo após o sol nascer, saía com com elas, escolhendo os melhores campos e tomando todos os cuidados e procedimentos, narrados lá no outro. Todas as ovelhas ouviam e obedeciam a voz do pastor, como no evangelho de ontem, mas Talita, não. Ela ficou enjoada daquela vidinha besta de ir e vir, tudo igual, sempre, que certa vez, ela, de olho numa distraçãozinha de Eliseu, escondeu-se numa moita e lá ficou, quase que sem respirar, por causa do sufoco e, qdo já não via mais o pastor, ela saiu da moita assim toda, toda, querendo ganhar o mundo. Andou , andou, deu pulinhos de contentamento achando que estava abafando, mas percebeu que estava anoitecendo e ... o pior... que não saberia retomar o caminho. Uma lagriminha, já teimava em sair e a saudade do seu querido Eliseu, doía. Então, muito triste e já, não chorando, mas berrando a todo pulmão, ela constatou que Eliseu jamais sentiria a sua falta no meio de tantas e tantas ovelhas. E no negror da noite ela caiu num buraco, ficando toda ferida, mas o que mais lhe doía era o arrependimento que dilacerava seu coração. Mal sabia, que ela era a ovelhinha que Eliseu mais amava e deixando as noventa e nove no redil, saiu feito louco , gritando pelos montes o  nome dela. Achando-a,  Eliseu deu-lhe o abraço mais apertado e tomando-a nos braços a levou de volta, todo feliz. Bem, terminada a leitura eles confeccionavam um livrinho, para a reescrita do texto e eu pedia que colassem na última página do livrinho, a música do Pe. Antonio Maria (mimeografada) e cantávamos até.  Naquela época, eu não tinha ainda a maturidade espiritual que tenho agora e nem a sagacidade de ficar espreitando a carinha de todos para ver se tinha sido impactante ou não, só sei que eu fazia aquilo com tanto amor e espontaneidade que só agora eu me indago: semear eu semeei, e colher? Portanto, o que eu não lembrei de lhe pedir naquele momento, eu lhe suplico agora, meu amado Bom Pastor: não permitas que nenhuma daquelas ovelhinhas que passaram por  mim, saiam do caminho. Não deixe que elas sejam " Maria Vai Com As Outras", livro de Tatiane Belinsk que fala a mesma coisa, só que a ovelhina, não se atira lá do Corcovado, mas vai para um restaurante comer uma bela feijoada. Mas... onde anda aquele abençoado livrinho?

terça-feira, abril 20, 2010

AVISO AOS NAVEGANTES

Meu blog não tem nenhuma pretenção a não ser aquela de registrar o que sinto na minha alma e no meu coração. Coisinhas simples que alargam a minha alma, fazem meu coração sorrir e me fazem realmente feliz. Gilberto Gil foi verdadeiramente inspirado  quando gravou um comercial, nem sei mais prá quem e ele canta exatamente o que me faz verdadeiramente feliz. Ele canta perguntando: "O que faz você feliz? Então ele enumera coisas bobinhas e simples que nos fazem realmente feliz. E a frase mais importante é  frase do final quando ele pergunta se o que me faz feliz, também faz alguém feliz. Ai! Ai! Que coisa mais linda! Espero também fazer feliz quem ler esses meus escritos. Gosto de estar com a alma e o coração grávidos de emoções e peço a gentileza de serem gentis se encontrarem erros de concordância, ortografia, enfim, peço que não os leiam como críticos, pois não sou escritora, aliás, um sonho que nunca me abandona. Estou aposentada do quadro negro há exatamente 10 anos  e infelizmente a acomodação acontece e acontece braba, pois as vírgulas me alucinam juntamente com as crases e por aí vai. Escrevo no orkut, mas sempre quis um blog para eu delirar. Ok? Ps: Eu não tenho este rosto agora, mas eu quero me achar assim, como na foto, sempre. Não quero esquecer a doçura da época, a ingenuidade e a pureza.

DAS COISAS QUE ALARGAM MINHA ALMA

Das coisas que alargam minha alma, quero falar deste escrito que um dia eu li, mas que entranhou-me  profundamente. E foi assim, num livretinho, pequeno, simplesinho, até feinho que  o sorvi daquela maneira e alargou tanto a minha alma. Até então, sempre eu  o orava como ele é, literalmente. O escrito a que me refiro, do livretinho, discorria sobre o Salmo 23. Havia tanto amor na explicação que ambos, autor e Jesus se fundiam  num só. Ele explicava que as ovelhas precisam de pastor porque além de serem meio bobinhas; terem um olfato simples, pouco eficiente, elas ainda enxergavam pouco. Por esta razão, comiam tudo que vinha pela frente e pela  pouca visão, não distinguiam as ervas e os cogumelos coloridos que eram venenosos. Se ficassem sozinhas, elas cairiam nos buracos, comeriam os cogumelos venenosos, se arranhariam nos espinhos, perderiam o rumo do caminho de volta. Daí o pastor ter o cajado com a ponta arcada, como um cabo de guarda-chuva; era para poder puxar a ovelha, que por ventura viesse a cair num buraco, pois havia terrenos lá no deserto  também pedregosos e com buracos que ele precisava atravessar para achar as verdes pastagens. O pastor zelava ardorosamente pela segurança de suas ovelhas, por isso tinha que ser  muito perspicaz; ele passava à frente delas  para retirar as ervas daninhas e os cogumelos venenosos, se houvessem alguns. Na hora da sede, o cuidado era redobrado. Então, para que as ovelhas não adentrassem no rio, pois tendo lã farta, elas se encharcariam e afundariam, ele simplesmente cavava um rego ao lado para que a água ficasse rasinha e elas pudessem bebê-la sem perigo algum de afundarem. Além do cajado, o pastor levava um embornal para colocar, além de sua comida, o unguento para passar-lhes nas feridas que algumas adquiriam, esbarrando nos espinhos. Com o calor e o suor, muitas mosquinhas vinham ao redor do focinho e as pertubavam tanto, que algumas batiam suas cabeças  nas pedras, se ferindo. O pastor as bezuntava com o unguento, para lhes dar algum alívio. Das coisas que alargam minha alma é saber do amor, lindo o amor de Jesus por cada um de nós, suas ovelhas. Com que  cuidados e desvelos Ele cuida de nós. O Senhor é o meu pastor e nada me faltará. Com que fé e segurança agora eu pronuncio esta frase, meu Senhor. Sei que em verdes pastagens me faz repousar; para fontes tranquilas me conduz, e restaura as minhas forças... Ah! Como eu amo o meu Pastor! Ah! Como eu gostaria de reencontrar esse livretinho, porque assim eu faria dele inúmeros presentes para dar às pessoas e quando elas o recebessem se sentissem felizes, tão felizes quanto eu. 
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