Quero iniciar meu post falando da pessoa que muito marcou minha juventude:
Maria Aparecida de Lourdes, assim sua mãe a batizou. Assim sua mãe quis sobre ela a graça triplicada e proteção triplicada também, pediu à Nossa Senhora para a vida dela. De alma generosa, inteligentíssima, culta, elegante, cheirosíssima, sempre pronta a ajudar, amiga demais e uma pessoa vitoriosa. Assim é Maria Aparecida de Lourdes, a pessoa, a irmã que eu não tive, agora mais presente ainda em minha vida.
Nossa amizade era bem anterior ao meu namoro com Tony, seu irmão. Com 18 anos fui fazer meu curso Normal na cidade vizinha, onde ela morava e para minha felicidade ela me pedia para ficar com ela nos finais de semana e eu ficava. Aos domingos íamos aos três cinemas que havia na cidade. Era um barato, assim como o colégio e as novas amizades que iam se fortalecendo. Entrei para uma turminha super legal: Teca, Lurdeca, Zeca(eu) e Tela. Olha só:
Foto clássica na classe. Na esquerda, Neiva, eu bem no meio e Teca a nossa querida patricinha da época.
Onde andarão essas meninas todas do meu Curso Normal?
Que foi feito delas? Nunca mais eu tive notícias!
Saudades imensas dessa classe! De vez em quando minha turminha e eu ficávamos a noite toda estudando para as provas, à base de coca-cola para não dormirmos. Maristela, a primeira sentada à direita, de cabelos longos e loiros, e eu, nos matriculamos para fazer datilografia, e fizemos?! Qual nada, íamos para a matinê assistir o filme em cartaz. Agora eu estou aqui digitando com os indicadores e catando milho, rsrsrs! O bacana é que nunca fizemos besteira alguma. Tudo era muito saudável, sem nenhuma malícia. Ah! Anos verdadeiramente dourados foram aqueles.
Que revolução no mundo, principalmente nas artes em geral, no comportamento, enfim, minha filha mais velha sempre diz que queria ter nascido nessa época onde reinava Beatles, Mary Quant com o lançamento da mini saia que causou furor.
No colégio então, era um tal de enrolar a saia para que ela ficasse curta! Repare na foto abaixo. Rsrsrsr!
Eu copiava a maquiagem dos olhos de Twigg, e nunca mais fiquei sem pintar meus olhos. Só deixei os cílios postiços e ultimamente o rímel.
Tony ficava no Rio e quando ele vinha era aquela paixão! Eu levitava! Ele trazia as novidades. Fui uma das primeiras na cidade a usar o verdadeiro jeans Lee e também os blusões americanos de moleton. Na foto abaixo, Tony usa uma camisa vermelha estampada de branco que ele mandara vir de Londres da famosa rua Carnaby Street, por onde andavam os Beatles.
A kombi era alemã, da Embaixada da Alemanha com porta de correr e vidros grandes. Aqui era novidade e atraía gente prá caramba ao redor dela. Tinha um enorme gravador e passeávamos ouvindo as músicas de sucesso da época e a que mais ficou na minha memória é "Midnight Cawboy." Lembranças muito fortes de acontecimentos muito marcantes.
Dezembro de 1969 recebia meu diploma de professora pelas mãos de Áurea, nossa excelente professora de Português.
Também nesse ano, fui com a irmã dele conhecer o Rio de Janeiro. Fomos pegos de surpresa nessa foto, por um fotógrafo de rua. Que feio! Eu fumava! Minha única rebeldia!
Há anos estou livre dessa escravidão!
Tony no Copacabana Palace
Aqui no mar, travessia para Niteroi, não sei bem ao certo!
Tanta coisa prá contar, tantas emoções vividas até que em agosto de 1970, Tony veio me buscar para casarmos no Rio de Janeiro, precisamente na Igreja de São Paulo Apóstolo. Aquela kombi alemã, foi lotada, mal cabíamos nela, por causa de minhas coisas, presentes e enxoval. Nem festa, nem convidados nem grinalda e vestido longo. E quem é que queria? Eu??? Eu só queria ele e o Corcovado. Chique, né??? Tão pouco havia latinhas penduradas atrás. Para trás só ficou o povo da minha cidadezinha sem ter o que falar. Bem, aguardando a próxima fase, e acredito que sairá, não é meninas queridas que bolaram essa postagem tão rica de lindas recordações. Essas meninas e suas idéias geniais: